ENGENHO NA ESTRADA – Expedição Agreste Colonial
O projeto Engenho na Estrada é uma expedição com aulas de fotografia para fotógrafos iniciantes ou avançados, onde os participantes têm exercícios específicos para fotografar com a orientação do professor Alex Gurgel. A expedição começará com um café-da-manhã sertanejo na centenária Fazenda Bom Jardim. Nos jardins da fazenda, a turma começa a fotografar detalhes, contrastes, macro, HDR, texturas, panning, além do enquadramento de alguns prédios antigos.
Vamos explorar a luz de Vila Flor, pequena cidade encravada no Agreste Potiguar que guarda um prédio histórico, a Casa de Câmara e Cadeia, da época da colonização do Nordeste pelos portugueses, onde haverá outros exercícios fotográficos. O almoço será em Barra do Cunhaú com peixe fresco e frutos do mar, no Restaurante da Maria, um dos melhores do Litoral Sul do RN.
Depois do almoço, a galera vai fotografar cenas na beira do Rio Curimataú, pescadores, barcos, catamarãs e seu imenso coqueiral. Depois, a galera segue para fotografar os casarios coloniais de Canguaretama. O dia termina com o belo pôr-do-sol em Baía Formosa, onde haverá exercícios de lightpaiting (fotos com exposições em baixa velocidade), puxada de zoom e silhuetas de pessoas em criativos retratos.
Expedição Fotográfica Agreste Colonial
Um dia inteiro com aulas de fotografia 100% práticas
Dia | 07 de DEZEMBRO
Saída | 06h30
Investimento:
até dia 15 de nov R$ 150,00
até o dia 25 de nov R$ 180,00
após dia 26 de nov R$ 220,00
Incluso | Café da manhã, transporte e aulas de fotografia com exercícios práticos
Local de saída| Engenho de Fotos, Cidade Alta (Por trás da Igreja do Galo)
Informações | 3211-5436 / 8896-5436
E-mail | alexgurgel@supercabo.com.br
Fotografia na Copa
Essa é a Copa das imagens. De acordo com estatísticas da própria Fifa, circulou mais de três milhões de fotografias somente nas redes sociais, na primeira fase do mundial. O famigerado “selfie” – autorretrato no bom Português – se tornou febre em todos os níveis, de chefe de estado, torcedores, jornalistas e jogadores também, que usam seus smartphoes para projetar as imagens.
Fotógrafos do mundo inteiro apontaram suas câmeras para tudo que aconteceu dentro das Arenas esportivas, onde jogadores fizeram poses na hora do gol e os torcedores vêm fantasiados das figuras folclóricas dos seus países para chamar a atenção das lentes dos fotógrafos. Há também a estonteante beleza das “musas da arquibancada”, lindas mulheres das mais diversas etnias.
As grandes lentes brancas são da Canon, que parecem se espalhar em torno do campo. As lentes pretas são das outras marcas como Nikon e Sigma. Todas são teleobjetivas muito claras, com abertura média de 2.8 e com distância focal de 300 mm em diante. É necessário um monopé para apoiar a câmera e a lente, que pesam mais de 5 kilos as duas juntas. Quando o fotógrafo quer fazer uma foto na vertical, o corpo se movimenta e a lenta fica parada no monopé.
Para os fotógrafos credenciados ficar no melhor lugar do campo, eles têm que chegar mais cedo no Centro de Imprensa e “pegar uma ficha” para os melhores lugares. Os últimos ficam com os lugares mais inóspitos para fotografar, dentro do campo ou próximo a Tribuna de Imprensa, nas arquibancadas. No campo, o fotógrafo já foi pré-determinado para as laterais do gramado ou atrás das traves, espremidos entre os demais.
Copa em Natal
Na Capital Potiguar, a “musa” dos fotógrafos foi a Arena das Dunas, iluminada em dias de jogos, ao sabor do pôr-do-sol. Poucos fotógrafos locais conseguiram a credencial da Fifa para fazer a cobertura foto-jornalística da Copa do Mundo em Natal. Um dos principais fotojornalista potiguar, Canindé Soares, ficou de fora durante o mundial. Mesmo sendo o fotógrafo que acompanhou toda a trajetória do estádio, desde a demolição do antigo Machaão até a inauguração da nova Arena das Dunas.
As pessoas que foram assistir aos jogos na Arena das Dunas também fizeram selfies adoidado e colocaram as imagens nas redes sociais. A Fifa Fan Fest, realizada na Praia do Forte, também atraiu muitos fotógrafos que foram registrar a festa entre os estrangeiros e os natalense, numa confraternização única que somente uma Copa do Mundo poderia proporcionar. O pior dia para os fotógrafos foi durante o jogo México e Camarões, que caiu uma chuva torrencial em Natal, molhando equipamentos e prejudicando a narrativa visual da partida.
As Câmeras e a foto do jogo
Os fotógrafos sempre carregam duas câmeras: uma equipada com uma objetiva grande-angular, para usar quando a jogada acontece próximo à ele; e a outra câmera com uma teleobjetiva, que ele vai buscar as cenas em qualquer lugar do campo. Quando acontece um lnace próximo ao fotógrafo, não dá tempo de trocar as lentes. O fotógrafo assiste aos jogos pelo visor de sua câmera para não perder um só lance.
Cada fotógrafo fez, em média, 1.200 imagens por jogo. Como a quantidade aproximada de fotógrafos por jogo era 150, cada partida chegou a ter 180 mil registros, só na primeira fase. Alguns fotógrafos instalam câmeras atrás da trave, com objetivas grande-angulares de 10 mm e claras, sendo disparada por controle remoto ou por cabos.
No final do jogo, fotos que conta toda a história da partida não é, necessariamente, a foto do gol que vai para a primeira página do jornal. Pode ser uma imagem comemorando um gol ou a dor de um jogador atacante, depois de um choque com um zagueiro feroz que defende sua pátria. Ou mesmo o choro dos torcedores que voltaram para casa mais cedo, sem o sonho de conquistar o mundo do futebol e sair bem na foto.
Arena das Dunas pelas lentes de Canindé Soares

O livro “Natal em Fotos” ainda não tem data para ser lançado, mas Canindé garante que será o livro mais bem elaborado que já lançou.
Toda a trajetória da demolição do antigo estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, conhecido como Machadão, inaugurado em 1972, e a construção da novíssima e moderna Arena das Dunas, está sendo narrada visualmente pelas lentes do fotojornalista Canindé Soares, que lançará um livro durante a Copa do Mundo, em Natal.
O livro se chamará “Natal em Fotos”, que será o livro com fotos de Natal que estará disponível aos turistas. Se as fotos não tivesse identificação, um olhar mais atento saberia que aquelas fotos são de Canindé Soares, pelo seu estilo e técnicas apuradas de clicar a luz, que deixa sua identidade fotográfica em cada imagem.
Canindé já lançou 2 livros chamados “Natal em Fotos” demonstrando a preocupação histórica de fazer o registro de Natal na atualidade para mostrar as futuras gerações. Nesses tempos de Copa do Mundo, o estádio Arena das Dunas é mais uma peça arquitetônica que a cidade ganha e sua feitura foi registrada, passo a passo, pelo fotógrafo/historiador que vai contando, através de suas imagens, a fábula da cidade.





