ENGENHO NA ESTRADA – Expedição Agreste Colonial
O projeto Engenho na Estrada é uma expedição com aulas de fotografia para fotógrafos iniciantes ou avançados, onde os participantes têm exercícios específicos para fotografar com a orientação do professor Alex Gurgel. A expedição começará com um café-da-manhã sertanejo na centenária Fazenda Bom Jardim. Nos jardins da fazenda, a turma começa a fotografar detalhes, contrastes, macro, HDR, texturas, panning, além do enquadramento de alguns prédios antigos.
Vamos explorar a luz de Vila Flor, pequena cidade encravada no Agreste Potiguar que guarda um prédio histórico, a Casa de Câmara e Cadeia, da época da colonização do Nordeste pelos portugueses, onde haverá outros exercícios fotográficos. O almoço será em Barra do Cunhaú com peixe fresco e frutos do mar, no Restaurante da Maria, um dos melhores do Litoral Sul do RN.
Depois do almoço, a galera vai fotografar cenas na beira do Rio Curimataú, pescadores, barcos, catamarãs e seu imenso coqueiral. Depois, a galera segue para fotografar os casarios coloniais de Canguaretama. O dia termina com o belo pôr-do-sol em Baía Formosa, onde haverá exercícios de lightpaiting (fotos com exposições em baixa velocidade), puxada de zoom e silhuetas de pessoas em criativos retratos.
Expedição Fotográfica Agreste Colonial
Um dia inteiro com aulas de fotografia 100% práticas
Dia | 07 de DEZEMBRO
Saída | 06h30
Investimento:
até dia 15 de nov R$ 150,00
até o dia 25 de nov R$ 180,00
após dia 26 de nov R$ 220,00
Incluso | Café da manhã, transporte e aulas de fotografia com exercícios práticos
Local de saída| Engenho de Fotos, Cidade Alta (Por trás da Igreja do Galo)
Informações | 3211-5436 / 8896-5436
E-mail | alexgurgel@supercabo.com.br
Um poema de Licurgo Carvalho
Soneto para Natal
Filha de uma Mãe Luíza qualquer,
Com cheiro nobre de Alecrim,
No Potengi, nasceste uma mulher,
Espraiada numa Cidade Jardim.
Mundana com os gringos na Ribeira,
No Beco, enche a cara de poesias e lama,
E sob a leveza de uma brisa costeira,
Oração ébria na candelária de quem ama.
Aventuras descabidas nas dunas do Tirol,
Cidade de esperança no oculto feminino,
Felações permitidas no concreto Mirassol.
Menina de Ponta Negra, crescida no carnaval,
Formidável comborça nas ruelas das Rocas,
Eterna noiva cascudiana, teu belo nome é Natal.
*Licurgo Carvalho, 2006.
Como se Fala em Natal
O músico e poeta Cleudo Freire lançou um livro chamado “Papo Jerimum- Dicionário Rimado de Termos populares”, pela Editora Sebo Vermelho, em 2006. Desse livro, surgiu o poema “Como se Fala em Natal”, retirando as mais autênticas expressões do dia-a-dia dos natalense.
Como se fala em Natal
(Cleudo Freire)
Cabra posudo é gabola
Otário é abigobel
O chato é galado
Puxa-saco é xeleléu
Cabra alto é galalau
Botão de som é pitoco
Se é muito miúdo é pixototinho
Se for resto é catôco
Tudo que é bom é massa
É arretado, é primêra
Tudo que é ruim é peba
Também pode ser reiêra
Moça nova é boyzinha
Mulher solteira é caritó
A que é galinha é enxirida
Lança-perfume é loló
Ponta de cigarro é piúba
Bordel se chama berel
Longe de casa da mãe patanha
É lá na casa de chapéu
Rir dos outros é mangar
Mexer os quartos é mengar
Quem observa fica cubando
Faltar aula é gazear
Quem é pálido é impalemado
Quem é franzino é xôxo
O bobo se chama leso
O medroso se chama frouxo
Pernilongo é muriçoca
Chicote se chama açoite
Quem entra sem licença, imbioca
Sinal de espanto é vôte
Tá com raiva, tá invocado
Vou sair, diz vou chegar
Caba sem dinheiro é liso
Dar um amasso é sarrar
Muita coisa é ruma
Se tá folgado é folote
Pouca coisa é um tico
Uma turma é um magote
O tímido é bisonho
Tá de fogo, tá melado
O surdo se diz môco
Quem tem sorte é cagado
Pedaço de pedra é xêxo
Ladrão pequeno é xexêro
O mesquinho é amarrado
Caba safado é fulêro
Papo furado é aresia
Caba insistente é prisiaca
Se for pior se diz frechado
Catinga de suor é inhaca
Sujeira no olho é remela
Toca-disco é radiola
Meleca se chama caraca
Peido se chama sola
Mancha de pancada é roncha
Briga pequena é arenga
Performance é munganga
Prostituta é quenga
Bola de gude é biloca
Fofoca é fuxico
Estouro é papôco
Cú, aqui se chama furico, boga, zeguedé, frinfra, anel de couro, lata de doce…

